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domingo, 17 de janeiro de 2010

Limites e possibilidades das TIC na educação - Guilhermina Lobato Miranda

“Será ainda preciso pensar as tecnologias não como “apêndices” das restantes actividades curriculares, um prémio que se dá aos alunos bem comportados ou um “tique” insólito de alguns docentes, mas como um domínio tão ou mais importante que os restantes que existem nas escolas. Só assim se conseguirá generalizar o uso das tecnologias no ensino.”
Guilhermina Lobato Miranda

MIRANDA, Lobato Guilhermina (07-05-2007). “Limites e possibilidades das TIC na educação” in sísifo/Revista de Ciências da Educação nº3. Issn- 1649 – 4990. Disponível em http://sisifo.fpce.ul.pt/pdfs/sisifo03PT03.pdf

Consideramos importante referenciar este artigo no nosso blogue, uma vez que ambos encerram em si a problematização da utilização das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação tendo o primeiro uma abordagem da temática que consideramos bastante pertinente neste contexto.

Gostaríamos de salientar e comentar, com base nas aprendizagens adquirias, algumas das reflexões apresentadas, assim sendo, iniciaremos com uma das principais ideias que consideramos fundamentais quando se fala na integração das novas TIC em contexto educativo, “A investigação tem demonstrado que a estratégia de acrescentar a tecnologia às actividades já existentes na escola e nas salas de aula, sem nada alterar nas práticas habituais de ensinar, não produz bons resultados na aprendizagem dos estudantes (cf. De Corte, 1993; Jonassen, 1996; Thompson, Simonson & Hargrave, 1996, entre outros). Esta tem sido, contudo, uma das estratégias mais usadas.

Como futuras profissionais de educação consideramos fundamental tomar consciência que as TIC apenas detém potencial educativo quando utilizadas convenientemente e com objectivos pedagógicos, e não como adorno para o que já é velho e ultrapassado, tal como refere António Dias de Figueiredo, num artigo que tivemos a oportunidade de analisar.

Assim como refere a autora do artigo a que nos reportamos neste texto, “Considera-se que a introdução de novos meios tecnológicos no ensino irá produzir efeitos positivos na aprendizagem, porque se pensa que os novos meios irão modificar o modo como os professores estão habituados a ensinar e os alunos a aprender.” Contudo é importante salientar que as aprendizagens proporcionadas apenas serão de facto significativas quando o docente enquadrar o recurso às novas TIC em metodologias de ensino de efectiva qualidade, sendo, para tal, fundamental que este desenvolva o seu sentido crítico em relação a este “novo” recurso, seleccionando e promovendo experiências aos seus alunos que os conduzam a uma evolução e aprendizagem que culminará na formação de cidadãos mais conscientes e responsáveis do mundo que os rodeia.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Programas televisivos escolhidos para análise

Uma das tarefas propostas foi a análise de programas televisivos, tendo em conta os possíveis contributos que os mesmos poderiam dar no âmbito da aprendizagem da escrita.

Posto isto, decidimos que iríamos analisar dois programas distintos: um filme animado e um documentário. Apesar de o documentário não ser somente destinado ao público infantil, acreditamos que é de fácil acesso e adequado às crianças.

Outro factor importante para a escolha destes programas prende-se com a nossa experiência pessoal, pois em crianças éramos espectadoras assíduas dos documentários que passavam ao fim-de-semana de manhã na televisão privada SIC.

Em primeiro lugar apresentamos o filme animado da Disney "A Pequena Sereia". E posteriormente, apresentamos um dos vários excertos do documentário BCC Vida Selvagem titulado “O Mundo Natural – Criaturas do Sobral”.






A polémica do “Magalhães”

O computador portátil “Magalhães” tem sido alvo de uma grande polémica, alguns consideram que é a jóia do ensino actual, outros afirmam que é um elemento destabilizador que irá desgraçar o ensino português.
Na nossa opinião, o computador portátil “Magalhães” é mais benéfico do que prejudicial, desde que seja devidamente utilizado em contexto de sala de aula. Isto é, desde que seja utilizado com uma intenção educativa. Deste modo, acreditamos que o computador “Magalhães”, no contexto de sala de aula no 1.º Ciclo do Ensino Básico, é uma mais-valia para o ensino-aprendizagem, nomeadamente no âmbito do ensino do Português.

Normalmente as criticas que surgem, ao computador “Magalhães”, são bastante negativas. Actualmente, cremos que é importante desmitificar entre os docentes e entre os futuros docentes a ideia de que o “Magalhães” veio prejudicar o ensino da Língua Portuguesa no 1.º Ciclo do Ensino Básico, bem como a ideia de que a presença de vários computadores numa sala de aula é propícia a que haja uma dispersão da atenção por parte das crianças. Não concordamos com estas ideias, pois acreditamos que este computador permite incentivar a criança para a aprendizagem da Língua Portuguesa, e que possibilita obter melhores resultados e mais produção nos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

De seguida, apresentamos alguns dos benefícios que os Formadores do Programa Nacional de Ensino Português do 1.º Ciclo do Ensino Básico (PNEP) da Escola Superior de Educação (ESE) de Setúbal, mencionaram no seminário “ArTICular 09 – arTICular e partilhar perspectivas”, que ocorreu no dia 4 de Julho de 2009, na Escola Secundária Augusto Cabrita, no Barreiro, sobre a utilização do computador “Magalhães” no contexto de sala de aula.

Segundo o PNEP, o uso do “Magalhães” permite aos alunos aumentar a sua produtividade nos trabalhos de sala de aula, quer individualmente quer em grupo. Ainda segundo o PNEP, o “Magalhães” faculta um importante apoio ao estudo, pois, permite, por exemplo, aos alunos aceder a diferentes conteúdos através de pesquisas na internet, ou ainda, que este funcione como um incentivo à leitura, através de aplicações como o PowerPoint. Assim sendo, o PNEP considera que o “Magalhães” veio aumentar, tanto quantitativamente como qualitativamente, a produção, a organização e a cooperação dos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

Após a nossa participação neste evento e com os conteúdos leccionados em aula, verificámos que o computador “Magalhães” pode ser um bom instrumento didáctico, desde que sejam utilizados com um propósito educativo. Portanto, o recurso às Novas Tecnologias no contexto escolar não deve ser utilizada como um adorno, mas sim com uma finalidade educativa bem estruturada e reflectida, que permita à criança adquirir competências linguísticas importantes através de um instrumento que a cativa e a incentiva para a aprendizagem.

Imagem retirada de: Blog Eco-Freixinhos